segunda-feira, 18 de março de 2013

Chávez, por Gullar


Ferreira Gullar escreve sobre a democracia corrompida de Chávez:

Outro traço característico de Hugo Chávez era o pouco respeito às normas democráticas. Se é verdade que ele chegou ao poder pelo voto e pelo voto nele se manteve, é certo também que se valeu do prestígio popular e de alguns erros dos opositores para controlar os diferentes poderes da nação venezuelana, impor sua vontade e consolidar o poder discricionário.

Nesse sentido, o que ocorreu na Venezuela é um exemplo de como o regime democrático, dependendo do nível econômico e cultural da população de um país, pode abrir caminho para um governo autoritário que, dependendo da vontade do líder, anulará a ação política dos adversários, como o fez Hugo Chávez.

Ele não só fechou emissoras de televisão como criou as Milícias Bolivarianas, que, a exemplo da conhecida juventude nazista, inviabilizava pela força as manifestações políticas dos adversários do governo.

Para culminar, fez mudarem a Constituição para tornar possível sua reeleição sem limites. Aliás, é uma característica dos regimes ditos revolucionários não admitir a alternância no poder. Está subentendido que sua presença no governo garante a justiça social com a simples exclusão da classe exploradora e, portanto, como são o povo no poder, não há por que sair dele.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ferreiragullar/1246874-a-revolucao-que-nao-houve.shtml

sexta-feira, 15 de março de 2013

Restauração intelectual do Brasil

A inteligência não é o adorno do vitorioso, é o caminho da vitória. Não é a cereja do bolo, é a fórmula do bolo. Quando chegarão os brasileiros a compreender uma coisa tão óbvia? Quando chegarão a compreender que nem tudo pode ser resolvido com formulinhas prontas, com pragmatismos rotineiros, com improvisos imediatistas ou mesmo com técnicas da moda, por avançadas que sejam, se não há por trás delas uma inteligência bem formada, poderosa, capaz de transcendê-las infinitamente e por isso, só por isso, capaz de manejá-las com acerto? A sólida estupidez do petismo triunfante é a culminação de pelo menos cem anos de desprezo ao conhecimento. A aposta obsessivamente repetida no poder mágico da ignorância esperta levou finalmente ao resultado inevitável: a bancarrota cultural, moral e política.
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A educação universitária brasileira é toda ela anti-educação, já que visa somente a inculcar no aluno a mentalidade dominante da classe acadêmica atual (quando não o slogan partidário da semana), julgando o passado à luz do presente e nunca o presente à luz do passado.
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Resista ao triunfalismo presunçoso da atualidade. Quando ler o que algum pensador de hoje acha de Platão, pergunte o que Platão acharia dele. Em noventa e nove por cento dos casos você verá que o suposto progresso do conhecimento veio amplamente neutralizado por um concomitante progresso da ignorância.

terça-feira, 12 de março de 2013

Quem tem medo do MP?

É importante salientar que a matéria (poderes de investigação do MP) é controversa no STF. O Ministro Cezar Peluso, pouco antes de se aposentar, reconheceu a competência do Ministério Público apenas em hipóteses excepcionais e taxativas (Vide RE 593727). O Ministro Marco Aurélio pediu vista dos autos no dia 19/12/2012.

Sem investigação do Ministério Público não existiria processo do mensalão, diz Gurgel

http://www.tribunadaimprensa.com.br/?p=61943

quinta-feira, 7 de março de 2013

Governo de equilibristas

Senado Federal, 04 de março de 2013. O pronunciamento do Senador Cristovam Buarque revela os pontos frágeis da economia brasileira com coragem e independência, mesmo sendo parte da base aliada do governo.

O PIB, que cresceu quase nada, foi graças aos serviços, não foi graças à força do nosso setor produtivo. E, se no setor de indústria, formos olhar aquilo que é mais importante como a indústria de transformação, a indústria química, a petroquímica, caímos 2,5%. Então, per capita, nos caímos quase 2%. Não é possível que o Governo continue dormindo diante disso ou, para superar isso, faça o que chamam por aí de road show: ministro, presidente do Banco Central rodando o mundo tentando convencer que as coisas vão bem.

Então, é um país dependente, é um país que sofre se houver especulação lá fora com a carne, especulação com a soja. Nós somos dependentes das especulações internacionais, porque nós não temos uma estrutura capaz de fazer funcionar bem. Nós temos equilíbrios momentâneos. Eu já insisti aqui: nosso governo é um governo de equilibristas, não é um governo de estadistas. O equilibrista olha passo a passo e consegue ficar em cima da corda, mas ele não consegue construir uma pilastra sobre a qual caminhe com segurança. Estamos nos equilibrando.  

Nosso setor industrial, nosso setor econômico, nossos empresários hoje estão sob a proteção do BNDES e isso é um perigo muito grande para a estabilidade da economia para nossa dinâmica. O que a gente precisa fazer? Uma das coisas é desvincular a economia da campanha e da política do dia a dia. A economia de um país é algo muito maior, não cabe nas manipulações do dia a dia para ganhar votos. Há realidade na economia que exige ser respeitada. Eu creio que o Governo precisa descobrir que o Brasil vai além do mandato do Presidente ou da Presidenta; que vai além de dois mandatos. O Brasil vai além de décadas! E que comecem a colocar, com seriedade, o longo prazo na hora de tomar decisões.
 

Hoje mesmo há uma matéria – ou ontem em um jornal –, falando que o ministério que deveria pensar no futuro é absolutamente irrelevante, que o PMDB já está pensando, inclusive, em entregar esse que deveria ser um ministério importante. Mas quantas vezes o Ministro da Fazenda consultou o Ministro de Assuntos Estratégicos? Quantas vezes? É uma pergunta que faço e não tenho a resposta! Na hora de se tomar decisões sobre reduzir os impostos de automóveis, consultou-se o ministério que cuida do futuro? Na hora de se reduzir a tarifa de energia elétrica, consultou-se o ministério que cuida do futuro, a Secretaria de Assuntos Estratégicos? Está-se precisando pensar no futuro!  

http://www.senado.gov.br/atividade/pronunciamento/detTexto.asp?t=397352
 

terça-feira, 5 de março de 2013

Lula por Nêumanne

Destaco abaixo um pequeno trecho da entrevista com o jornalista José Nêumanne.
 
Como explicar o surgimento desse fenômeno político?

Eu demonstro no meu livro que o Lula é a expressão exata do cidadão brasileiro comum, ignorante, arrogante, e que gosta muito de ser ignorante, de levar vantagem em tudo, para se dar bem. O Lula, na verdade, é um Macunaíma, um herói sem nenhum caráter, e acrescento um pejorativo à palavra “sem nenhum caráter”, no sentido que o Mário de Andrade quis dar ao seu herói. Um herói que não tem uma convicção firme de nada, aquilo que ele se chama mesmo, o próprio Lula se denomina uma metamorfose ambulante. Talvez essa seja a melhor definição antropológica do herói Macunaíma e dos seus representantes vivos, entre os quais, o Lula.

O capital ético que o PT teve é uma farsa, é um engodo, que vários partidos políticos já tiveram antes e, o principal deles, a UDN, que deu com os burros n’água. Essa história de capital ético não tem nenhum sucesso eleitoral. Sempre alertei para o que circula na internet, notícias que os filhos do Lula estão ficando ricos, mas o eleitor comum acha uma grande virtude dele, porque ele é um excelente pai… (risos).

Asneiras ao vento

Fazer política em Pindorama é lançar asneiras ao vento. Dá-lhe febeapá em três tempos.

“Isso de dizer que os deputados não precisam de 14° salário é errado. É verborragia, é lengalenga. Agora, o medo da imprensa e a covardia fazem com que esse pessoal diga: 'Eu vou abrir mão'. Da minha parte, eu abro mão, pago para trabalhar aqui, pago caro. Mas é uma deslealdade com os deputados que precisam”.

Deputado Newton Cardoso

“Para finalizar, eu quero dizer para vocês uma coisa: eu estou muito feliz de estar aqui na Paraíba. Eu quero dizer para vocês que nós somos um povo muito especial. Muito especial. Por que é que nós somos um povo especial? Primeiro porque nós somos um povo alegre. Segundo, porque nós somos um povo que somos capazes imediatamente de ter uma grande intimidade. E eu quero dizer para vocês uma coisa: eu fico muito feliz quando eu passo na rua e o pessoal diz assim: 'Ói ela!'”.

Presidente Dilma Roussef

“Os parlamentares brasileiros estão entre os que mais trabalham no mundo. Vou melhorar o marketing da Casa para mostrar como dignificamos o Parlamento”.

Deputado Henrique Alves